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O Congresso Ganepão encara, dentro da sua proposta educacional, a disseminação de conhecimento como ação fundamental para o cumprimento de sua missão. Neste espaço, acompanhe conteúdo relevante baseado em evidência científica da área de Nutrição em todas as suas vertentes.

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Jejum intermitente vs restrição calórica em pacientes com diabetes tipo 2

22 de outubro de 2018

Tags: jejum intermitente restrição calórica diabetes tipo 2 dieta hipocalórica contínua

Jejum intermitente vs restrição calórica em pacientes com diabetes tipo 2




Estudo recentemente publicado no periódico JAMA Network Open sugere que pacientes com diabetes tipo 2 bem compensado e excesso de peso tiveram redução semelhante nos níveis de hemoglobina glicosilada (HbA1c) quando tratados, por 12 meses, com jejum intermitente (2 dias por semana de jejum e 5 dias por semana de alimentação normal) em comparação com uma dieta de baixas calorias contínua.

Pesquisadores da University of South Australia recrutaram 137 adultos (56% mulheres) com diabetes tipo 2 e índice de massa corporal (IMC) ≥ 27 kg/m², sem outras comorbidades. Os participantes tiveram média de idade de 61 anos e níveis médios de HbA1c de 7,3%.

Os doentes foram aleatoriamente designados para uma dieta hipocalórica contínua ou de jejum intermitente. Todos os pacientes fizeram uma consulta com nutricionista e receberam um livreto específico sobre a sua dieta com conselhos acerca do tamanho das porções de alimentos e dicas de receitas. Eles também receberam uma balança digital de cozinha.

Os participantes do grupo de restrição calórica contínua foram instruídos a ingerir entre 1.200 e 1.500 kcal/dia (30% de proteínas, 45% de carboidratos e 25% de gorduras), totalizando 10.300 kcal por semana. Os do grupo do jejum intermitente foram instruídos a ingerir 500 a 600 kcal/dia (contendo no mínimo 50 g de proteína) em dois dias (consecutivos ou não) da semana e consumir a alimentação habitual nos outros cinco dias, totalizando 11.500 kcal por semana.

Os participantes agendaram consultas com o nutricionista a cada 2 semanas durante 3 meses e, a seguir, consultas a cada 2 a 3 meses, durante 9 meses. Nessas consultas, o nutricionista revisou os registros de controle da glicemia, do peso e da alimentação para avaliar a adesão à dieta. Os medicamentos dos pacientes foram modificados pelo nutricionista, pelo endocrinologista e pelo médico, todos investigadores do estudo.

No início do estudo, a maioria dos pacientes fez uso de metformina (65%), seguida por uma sulfonilureia (22%), insulina (20%) ou inibidor da dipeptidil peptidase 4 (15%). Poucos utilizaram algum inibidor do cotransportador de sódio-glicose 2 (6%) ou agonistas do peptídeo do tipo glucagon 1, GLP-1 (4%).

O novo protocolo de controle de medicamentos exigiu que todos os pacientes parassem de tomar sulfonilureias e insulina se os níveis de HbA1c ao início do estudo estivessem abaixo de 7%. Além disso, os pacientes com níveis de HbA1c entre 7% e 10% foram orientados a suspender o uso de sulfonilureias e insulina nos dias de jejum e suspender a insulina de ação prolongada antes do jejum.

Os índices de abandono foram semelhantes nos dois grupos: completaram a intervenção de 12 meses 69% dos pacientes no grupo de restrição contínua do aporte energético e 73% no grupo do jejum intermitente.

A alteração média dos níveis de HbA1c aos 12 meses foi semelhante nos dois grupos: uma redução de 0,5% e 0,3% nos grupos de restrição calórica contínua e intermitente, respectivamente.

A média de modificação ponderal também foi semelhante, com perda de 5,0 kg no grupo de restrição calórica contínua e 6,8 kg no grupo de jejum intermitente. Além disso, não houve diferenças significativas entre os grupos em termos de contagem de passos, glicemia de jejum, níveis lipídicos ou alterações posológicas da medicação habitual.

Houve oito casos de hipoglicemia, distribuídos de modo semelhante em cada grupo. Os autores observam que os pacientes que compareceram a todas as consultas com o nutricionista tiveram os maiores benefícios.

Os pesquisadores reconhecem que esses resultados podem não ser generalizáveis, visto que os pacientes tinham a glicemia bem controlada e fizeram consultas mais frequentes com o nutricionista do que na prática clínica usual. As modificações posológicas dos medicamentos para o diabetes também dificultam a interpretação deste estudo.

No entanto, os autores concluem que "a restrição intermitente do aporte energético é aceitável para a maioria dos pacientes com diabetes tipo 2", e a segurança pode ser assegurada por meio de um acompanhamento regular.

 

Referência

Carter S, Clifton PM, Keogh JB. Effect of Intermittent Compared With Continuous Energy Restricted Diet on Glycemic Control in Patients With Type 2 DiabetesA Randomized Noninferiority Trial. JAMA Network Open. 2018;1(3):e180756.

 

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GanepãoCast - Quais exames podem ser solicitados pelo nutricionista?

15 de outubro de 2018

Tags: ganepaocast exames laboratoriais nutricionista diagnóstico nutricional nutrição em consultório

GanepãoCast - Quais exames podem ser solicitados pelo nutricionista?




Olá! Seja bem vindo a mais um GanepãoCast!

Dr. Dan L. Waitzberg fala sobre solicitação de exames laboratoriais, que faz parte da prática clínica do nutricionista e está prevista e amparada por lei.

Quais os exames mais adequados para o diagnóstico nutricional?

Conheça as respostas no GanepãoCast de Outubro!

 

Referências

Brasil. Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991. Regulamenta a profissão de Nutricionista e determina outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8234.htm. Acessado em: 23/12/2015.

Conselho Federal de Nutricionistas. Resolução CFN n° 306/2003. Dispõe sobre solicitação de exames laboratoriais na área de nutrição clínica, revoga a resolução CFN nº 236, de 2000 e dá outras providências. Disponível em: http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2000_2004/res306.pdf. Acessado em: 23/12/2015.

Conselho Regional de Nutricionistas 3ª região. Parecer Técnico CRN-3 Nº 03/2014 Solicitação de Exames laboratoriais pelo nutricionista. Disponível em: http://www.crn3.org.br/. Acessado em: 22/12/2015.

Texto adaptado de http://www.nutritotal.com.br

 

 

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Ganepão 60 NutriSegundos - Diagnóstico tardio de doença celíaca está associado a aborto

08 de outubro de 2018

Tags: doença celiaca aborto gravidez




Olá! Bem vindo ao Ganepão 60 NutriSegundos!

 

Dr. Dan Waitzberg fala sobre estudo que indica que mulheres com doença celíaca diagnosticada tardiamente podem ter mais chances de ter abortos ou natimortos do que mulheres sem a doença. 

Os resultados deste estudo sugerem que mulheres com problemas inexplicáveis de fertilidade, abortos espontâneos ou natimortos podem ser candidatas a testes para a doença celíaca para verificar se isso poderia contribuir para esses problemas.

Assista o Ganepão 60 NutriSegundos e saiba mais!

 

Referência

Grode L, Bech BH, Plana-Ripoll O, Bliddal M, Agerholm IE, Humaidan P, Ramlau-Hansen CH. Reproductive life in women with celiac disease; a nationwide, population-based matched cohort study. Hum Reprod. 2018; [Epub ahead of print].

 

Confira este e outros conteúdos: acesse nosso blog: https://www.ganepao.com.br/blog/pt

 

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InfoGanepão - A programação do Ganepão 2019 está no ar!

03 de outubro de 2018

Tags: programação científica ganepão 2019 programação por trilhas






Ômega-3 pode não reduzir risco de doenças cardiovasculares

24 de setembro de 2018

Tags: ômega-3 doença cardíaca coronária (dac) derrame arritmia cardíaca doenças cardiovasculares

Ômega-3 pode não reduzir risco de doenças cardiovasculares




Estudo sugere que o consumo de ácidos graxos ômega-3 pode não reduzir o risco de eventos cardiovasculares, mortes por doença cardíaca coronária (DAC), derrames ou arritmias cardíacas.

 

Metanálise publicada em julho de 2018 no Cochrane Database of Systematic Reviews não encontrou evidências de que o aumento no consumo de ácido alfa-linolênico (ALA) e dos ácidos graxos ômega-3 (AGL n-3) eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) aumente a saúde cardiovascular ou proteja contra morte por todas as causas ou eventos cardiovasculares.

Pesquisadores britânicos conduziram uma revisão sistemática de 79 ensaios envolvendo 112.059 pessoas. Para ser incluído, cada estudo teve que durar pelo menos 12 meses e comparar a suplementação e aconselhamento para aumentar a ingestão de AGL n-3 ou ALA vs consumo usual ou menor. Destes estudos, 25 preencheram os critérios e apresentaram baixo risco de viés.

Os ensaios variaram entre 12 e 72 meses de duração e incluíram adultos com diferentes graus de risco cardiovascular, principalmente de países de alta renda. A maioria dos estudos avaliou a suplementação de AGL n-3 em cápsulas, mas, alguns utilizaram alimentos fonte ou enriquecidos com AGL n-3 ou ALA e aconselhamento dietético em comparação com placebo ou dieta habitual.

Através de análises meta-analíticas e de sensibilidade, os pesquisadores observaram pouco ou nenhum efeito do aumento no consumo de AGL n-3 na mortalidade por todas as causas quando comparado com placebo ou dieta habitual (8% vs 9%; risco relativo [RR], 0,98; intervalo de confiança de 95% [IC ], 0,90 - 1,03, evidências de alta qualidade).

Da mesma forma, pouco ou nenhum efeito foi encontrado para mortalidade cardiovascular (RR, 0,95; 95% CI, 0,87 - 1,03), eventos cardiovasculares (RR, 0,99; IC 95%, 0,94 - 1,04, evidência de alta qualidade), mortalidade por doença coronariana (CHD) (RR, 0,93; IC 95%, 0,79 - 1,09), acidente vascular cerebral (RR, 1,06; IC 95%, 0,96 - 1,16), ou arritmia (RR, 0,97; IC 95%, 0,90 - 1,05).

Embora na análise inicial os AGL n-3 parecessem reduzir os eventos coronarianos (RR 0,93; IC95% 0,88 a 0,97), a redução não foi mantida nas análises de sensibilidade.

Os pesquisadores também descobriram que é improvável que o aumento da ingestão de ALA afete a mortalidade por todas as causas (RR, 1,01; 95% CI, 0,84 - 1,20) ou cardiovascular (CV) (RR 0,96; IC 95% 0,74 - 1,25) e também pode não afetar eventos coronarianos (RR, 1,00; IC95%, 0,80 - 1,22; evidências de baixa qualidade).

Por outro lado, o aumento do ALA pode diminuir ligeiramente o risco de eventos CV (4,8% a 4,7%; RR, 0,95; IC95%, 0,83 - 1,07; evidências de baixa qualidade) e provavelmente reduz o risco de mortalidade por doença cardíaca coronária (1,1 % a 1,0%; RR, 0,95; IC95%, 0,72 - 1,26) e arritmia (3,3% a 2,6%; RR, 0,79; IC95%, 0,57 - 1,10).

Evidências de baixa / moderada qualidade sugerem que o ALA possa reduzir levemente os eventos cardiovasculares, mortalidade e arritmias, e evidências de alta qualidade sugerem que o AGL n-3 possa reduzir triglicerídeos e aumentar o colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL).

"Os clínicos precisam estar cientes de que, a menos que haja uma necessidade específica de reduzir os triglicerídeos, não há razão para incentivar o uso de suplementos de ômega-3", concluem os autores. “Por isso, precisamos nos concentrar nas intervenções de estilo de vida que realmente funcionam, como uma dieta de alta qualidade, moderação no consumo de álcool, não fumar e manter uma rotina de atividade física regular".

 

Referência

Abdelhamid AS, Brown TJ, Brainard JS, Biswas P, Thorpe GC, Moore HJ, Deane KH, et al. Omega-3 fatty acids for the primary and secondary prevention of cardiovascular disease. Cochrane Database Syst Rev. 2018; 7:CD003177. [Epub ahead of print].

 

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GanepãoCast - Estresse Oxidativo e equilíbrio do organismo

17 de setembro de 2018

Tags: ganepaocast estresse oxidativo radicais livres

GanepãoCast - Estresse Oxidativo e equilíbrio do organismo




Seja bem vindo a mais um GanepãoCast, o podcast oficial do Ganepão!

Hoje o Dr. Dan L. Waitzberg fala sobre Estresse Oxidativo: O que é? Quando e como acontece? Qual a sua influência no equilíbrio do organismo?

Descubra no GanepãoCast de Setembro!

 

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Referências

Barbosa KBF, et al. Estresse oxidativo: conceito, implicações e fatores modulatórios. Rev. Nutr. 2010; 23(4):629-643.

Burton GJ. Oxidative stress. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2011; 25(3):287-299.

Cruzat VF, et al. Aspectos atuais sobre estresse oxidativo, exercícios físicos e suplementação. Rev Bras Med Esporte. 2007; 13(5): 336-342.

Ferreira ALA, Matsubara LS. Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo. Rev Ass Med Brasil. 1997; 43(1): 61-8.

Kouryi JC, Donangelo CM. Zinco, estresse oxidativo e atividade física. Rev. Nutr. 2003; 16(4): 433-441.

Souza Júnior TP, Oliveira PR, Pereira B. Exercício físico e estresse oxidativo: efeitos do exercício físico intenso sobre a quimioluminescência urinária e malondialdeído plasmático. Rev Bras Med Esporte 2005; 11(1): 91-96.

Texto adaptado de http://www.nutritotal.com.br

 

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Ganepão 60 NutriSegundos - Lentilhas ajudam a reduzir o pico de glicose pós-prandial

11 de setembro de 2018

Tags: lentilha glicose pós-prandial resposta glicêmica leguminosas




Estudo verificou que substituir uma parte dos carboidratos disponíveis em batatas ou arroz branco por leguminosas secas como feijão e lentilhas, pode reduzir significativamente a resposta glicêmica pós-prandial em adultos jovens saudáveis.

De acordo com os autores, essa medida, a longo prazo, pode ajudar a diminuir o risco de diabetes do tipo 2 , doença cardiovascular, e as complicações associadas.

Saiba mais assistindo ao Ganepão 60 NutriSegundos!

 

Referência

Moravek D, Duncan AM, VanderSluis LB, Turkstra SJ, Rogers EJ, Wilson JM, Hawke A, Ramdath DD. Carbohydrate Replacement of Rice or Potato with Lentils Reduces the Postprandial Glycemic Response in Healthy Adults in an Acute, Randomized, Crossover Trial. J Nutr. 2018; 148(4):535-541.

 

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InfoGanepão - Spoiler: destaques da programação

05 de setembro de 2018

Tags: ganepão 2019 spoiler temas em destaque app ganepão on-line






Ganepão News&Views - Recomendações Dietéticas para Tratamento da Psoríase

28 de agosto de 2018

Tags: recomendações dietéticas psoríase doenças

Ganepão News&Views - Recomendações Dietéticas para Tratamento da Psoríase




A psoríase é uma doença crônica inflamatória da pele, não transmissível, dolorosa, para a qual não há cura e com impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. O Relatório Global sobre Psoríase, OMS 2016, informa ser ela mais comum na faixa etária de 50 a 69 anos, embora possa  ocorrer em qualquer idade. A prevalência de psoríase nos países varia entre 0,09% e 11,4%, o que configura sério problema global¹.

A psoríase tem manifestações cutâneas, e outras comorbidades, que incluem artrite psoriásica, doença cardiometabólica, doença gastrointestinal e transtornos de humor. Existem vários tipos de terapias médicas para essa doença, que incluem agentes tópicos, fototerapia e medicamentos orais, consideradas relevantes, pelos pacientes, para o manejo global da doença. Entretanto, cuidados dietéticos raramente são discutidos durante as visitas clínicas.

Uma recente publicação² , no periódico JAMA Dermatology, da Junta Médica da Fundação Nacional de Psoríase afirma que as terapias médicas padrões podem ser complementadas com intervenções dietéticas para reduzir a gravidade da doença, e apresenta algumas recomendações dietéticas com o objetivo de orientar os profissionais de saúde no manejo desses pacientes.

De acordo com os autores, a perda de peso seguindo uma dieta de baixa calorias pode reduzir a gravidade da psoríase em pacientes com excesso de peso, mas há poucas evidências para apoiar outras intervenções dietéticas. Uma dieta sem glúten, por exemplo, pode ser útil na redução da psoríase em pacientes cujos exames de sangue são positivos para a sensibilidade ao glúten.

Trata-se de revisão sistemática de estudos que avaliaram o impacto da dieta na psoríase ou artrite psoriática, com 55 estudos observacionais e intervencionistas, que incluem 77.557 participantes, dos quais 4.534 com psoríase. O pequeno número de pacientes pediátricos incluídos faz com que os dados disponíveis sejam insuficientes para estabelecer recomendações para crianças.

As recomendações apresentadas no quadro abaixo foram classificadas em cinco categorias e sua força determinada pelo nível de evidência.

 

Doença

Categoria

Recomendação

Nível de evidência

Psoríase

1. Dieta sem glúten

Dieta sem glúten é fortemente recomendada para adultos com diagnóstico confirmado de doença celíaca

1A

Em pacientes com teste positivo para marcadores sorológicos de sensibilidade ao glúten, recomenda-se teste de 3 meses com dieta sem glúten

2B

A triagem universal para marcadores de sensibilidade ao glúten não é recomendada devido à alta taxa de falsos positivos. Pacientes candidatos à triagem incluem aqueles com sintomas gastrintestinais ativos ou que tenham um parente de primeiro grau com doença celíaca

 

2. Redução de peso

Para adultos com excesso de peso ou obesos (IMC ≥ 25), é fortemente recomendada a redução do peso com dieta hipocalórica

1A

3. Suplementação

3a. Óleo de peixe

A suplementação oral de óleo de peixe não é recomendada porque não foram encontradas evidências de eficácia nas doses e duração avaliadas nos estudos

 

As evidencias acerca de suplementação intravenosa de óleo de peixe são muito limitadas para fazer uma recomendação

 

3b. Vitamina D

Em adultos com níveis normais de vitamina D, a suplementação não é recomendada

 

3c. Selênio

A suplementação de selênio para tratamento de psoríase em adultos não é recomendada

 

3d. Vitamina B12

A suplementação de Vitamina B12 não é recomendada

 

3e. Micronutrientes

Nenhuma recomendação pode ser feita para suplementação de micronutrientes por causa de evidências insuficientes

 

4. Padrões dietéticos

Pacientes podem seguir um padrão dietético mediterrâneo: consumir azeite de oliva extra virgem como principal fonte de gordura da dieta, consumir mais frutas, legumes, verduras, peixes e frutos do mar, e frutos oleaginosos.

2C

A dieta para o paciente com psoríase pode considerar o aumento no consumo de ácidos graxos ômega-3, gorduras monoinsaturadas, fibras e carboidratos complexos e redução do consumo de calorias, gordura total, ácidos graxos ômega-6 e carboidratos simples.

2C

Artrite psoriásica

5. Intervenções dietéticas

Em adultos com sobrepeso ou obesos com artrite psoriática (IMC ≥ 25), recomenda-se redução de peso com dieta hipocalórica.

2B

 

Os autores afirmam que os pacientes apreciam o aconselhamento dietético como parte de um programa completo, e que exercícios e redução do estresse também devem ser recomendados como parte da mudança no estilo de vida, mas que, apesar de certas intervenções dietéticas serem uteis em alguns pacientes, são as terapias medicamentosas as que fazem a maior diferença e, portanto, não devem ser substituídas.

 

Referência

 

1. World Health Organization. Global report on psoriasis.2016. Disponível em: <http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/204417/9789241565189_eng.pdf;jsessionid=694438153B009F32D72C1F2860074984?sequence=1>. Acessado em: 25/07/2018.

2. Ford AR, Siegel M, Bagel J, Cordoro KM, Garg A, Gottlieb A, et al. Dietary Recommendations for Adults With Psoriasis or Psoriatic Arthritis From the Medical Board of the National Psoriasis Foundation: A Systematic Review. JAMA Dermatol. 2018; [Epub ahead of print].

 

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GanepãoCast - Você conhece a Garcinia Cambogia?

20 de agosto de 2018

Tags: ganepaocast garcinia camboja conservante aromatizante constipação edema irregularidades menstruais

GanepãoCast - Você conhece a Garcinia Cambogia?




A Garcinia Cambogia uma planta nativa do sudeste asiático, cuja casca é tradicionalmente utilizada no tratamento de constipação, edema, irregularidades menstruais, entre outras condições clínicas.

Ouça o GanepãoCast e saiba mais!

 

Referências

 

Bakhiya N, Ziegenhagen R, Hirsch-Ernst Ki, Dusemund B. Et Al. Phytochemical Compounds In Sport Nutrition: Synephrine And Hydroxycitric Acid (Hca) As Examples For Evaluation Of Possible Health Risks. Mol. Nutr. Food Res, 2017.

Hu J, Komakula A, Fraser Me. Binding Of Hydroxycitrate To Human Atp-Citrate Lyase. Acta Cryst., 2017.

Preuss Hg, Garis Ri, Bramble Jd, Bagchi D, Bagchi M Et Al. Efficacy Of A Novel Calcium/Potassium Salt Of (-)-Hydroxycitric Acid In Weight Control. Int J Clin Pharmacol Res., 2005.

Ríos-Hoyo A., Gutiérrez-Salmeán G. New Dietary Supplements For Obesity: What We Currently Know. Curr Obes Rep, 2016.

Semwal Rb, Semwal Dk, Vermaak I, Viljoen A. A Comprehensive Scientific Overview Of Garcinia Cambogia. Fitoterapia, 2015.

Texto adaptado de http://www.nutritotal.com.br

 

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